Li Alves (Lacónico): “A palavra vem sempre primeiro, até dentro dos nossos silêncios”

Com a apresentação da Colecção Batimento no Auditório Municipal Ruy de Carvalho marcada para o dia 6 de Março, fomos falar com os intervenientes para saber o que esperar deste dia em torno da palavra. A entrevistada de hoje é Li Alves, do projecto Lacónico.

A Palavra: Quando e como é que surgiu este projecto?
Lacónico: Em 2014 a Li foi representar o Slam LX ao festival de Spoken Word de Varsóvia, onde tinha de apresentar uma performance. Encontrou pelo caminho o Cristóvão, e ele aceitou compor um rascunho sonoro para esse evento. A partir daí o Lacónico ganhou forma, e o Acaso deu lugar à existência.

A Palavra: O que vem primeiro: as letras ou a música?
Lacónico: A palavra vem sempre primeiro, até dentro dos nossos silêncios.

A Palavra: O que podemos esperar dos vossos concertos ao vivo?
Lacónico: Acima de tudo paisagens, memórias e algum esoterismo. O Lacónico propõe criar um momento intimista, e uma experiência sonora intensa.

A Palavra: Quem é o poeta com que gostavam de colaborar? E o músico?
Lacónico: Tantas pessoas… O Manel Cruz, sem dúvida, que é dois em um. Sonhando além fronteiras, a Patti Smith (poesia) e o Trent Reznor (música).

A Palavra: Têm alguma recomendação musical e/ou literária que gostassem de fazer?
Lacónico: A Li recomenda o disco “Engine of Hell” da Emma Ruth Rundle, que é pura poesia. Para ler, “The Bell Jar”, da Sylvia Plath. Também “O Calibã e a Bruxa”, um ensaio pela Silvia Federici, para reflexões mais profundas.