Biblioteca Operária Oeirense apresenta nova sessão “Com Autores”

No dia 26 de Outubro, pelas 21h30, a Biblioteca Operária Oeirense apresenta mais uma edição da rubrica “Com Autores”, que promove o encontro e o espírito de partilha entre artistas e o público. Desta vez, os convidados são Maria João Coutinho e Carlos Pimenta. A entrada é livre.

Esta sessão vai incidir nos percursos de vida de ambos os convidados: arqueológicos, dando relevância a uma ciência que nos anos 70 não tinha estatuto profissional em Portugal; musicais, através da divulgação cultural de uma das maiores bibliotecas universitárias, a da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; e finalmente incidindo na obra literária de ambos. Serão mostradas ainda mostradas réplicas de diversos materiais em osso que, ao que tudo indica, terão servido como instrumentos musicais.

Maria João Coutinho é licenciada em História, com especialização em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi bolseira da Embaixada de França na Universidade de Bordéus I, da Unesco em Moçambique e da Secretaria de Estado da Cultura na Academia das Ciências Polaca, em Cracóvia. Traduziu diversas obras de língua romena para português e vice-versa, bem como de línguas francesa e inglesa. É autora de comunicações várias de cariz científico apresentadas em Congressos, Colóquios nacionais e internacionais. Participou como parte integrante no Projeto do Centro Cultural de Matalana, Moçambique, cuja direção esteve a cargo do Mestre Malangatana Ngwenya. Recentemente reformada, foi técnica superior do quadro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, responsável por inúmeras atividades de cariz cultural muito diversas. É membro da Associação Portuguesa de Tradução, CLEPUL, Secretária da Associação Internacional de Paremiologia. Foi co-produtora de diversos filmes/documentário: Namorando o amanhã, Força dos Trópicos, A Senhora da Rua, Rua do Beijú, Trans-Missão, Sem Anos de Solidão, Fraternuras, estes últimos selecionados no Festival de Cinema em Língua Portuguesa (FESTIN) de 2013 e 2014.

Carlos Pimenta (Maico) distribui a sua atividade nas áreas da Biologia e Arqueologia, situação que se traduz numa contínua oscilação entre o conhecimento do passado e do presente. É autor e co-autor de dezenas de artigos de investigação e divulgação científica nos domínios da Arquezoologia – a ciência que se dedica ao estudo dos restos osteológicos não humanos recuperados em contextos arqueológicos e também na escrita ficcional e ilustração. Por outro lado, a paixão pela Natureza e pelas Artes acompanha-o desde sempre, marcando o seu quotidiano: entre a prosa poética, a música, a cerâmica, o desenho, a pintura e a fotografia, que cultiva de um modo totalmente descomprometido, deixa testemunhos mais ou menos percetíveis. Desde a participação em fi de História Natural à criação de posters sobre Educação Ambiental, aliados à participação em intervenções arqueológicas nos âmbitos da Paleoecologia e História da Paisagem, o seu percurso dilui-se ainda pela escrita que envolve ora conhecimento científico, ora uma fértil imaginação. Recentemente reformado da Direção Geral do Património Cultural – Laboratório de Arqueociências, onde foi responsável pela gestão e organização das coleções osteológicas de referência de vertebrados, integra o Direção Nacional da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, sendo que elas representam uma paixão que mantêm viva através da osteologia (o que maioritariamente delas nos chega do passado), do registo fotográfico e do desenho.